Curaçao é uma pequena ilha localizada no mar do caribe, junto com Aruba e Bonaire compõe o famoso ABC Caribenho. O tamanho total de seu território é praticamente o mesmo que o de Florianópolis, com 444m² do primeiro contra 436,5m².  Eu que nunca tinha se quer ouvido falar nesse país, o conheci por meio de uma promoção relâmpago divulgada no instagram do @passagensimperdiveis, bastou, então, um Google para me encantar.

Diferentemente de, por exemplo, Cancun, Curaçao ainda é desconhecida pelo público brasileiro. Localizada a menos de 100km da costa Venezuelana, o país é uma antiga colônia holandesa, isso talvez explique o grande fluxo de holandeses por lá, que veem a ilha como boa alternativa de verão durante o inverno europeu.  IMG_0969

O idioma oficial é o holandês, porém, o mais falado é o dialeto papiamento – o mesmo pronunciado no Hopi Hari. A capital do país é Willemstad, conhecida principalmente por suas casinhas coloridas e a ponte móvel, Queen Emma Bridge. Como você pode ver no vídeo abaixo, essa ponte se move para a passagem de embarcações, é um atrativo ímpar! Durante a noite toda a orla fica iluminada, ou seja, ainda mais bonita.

É essa ponte que separa a banda sul, Punda, da banda norte, chamada Otrabanda. Andar por ali é como conhecer um pouco da Holanda, afinal, a característica dos países baixos faz-se presente através das muitas cores e traços arquitetônicos. Em Punda encontra-se o mercado de frutas flutuante, com bons preços e diversos vendedores bem insistentes, enquanto que em Otrabanda existem diversas opções de restaurantes e barzinhos.

A moeda local é florins, porém, todos os estabelecimentos costumam aceitar dólares. Apesar de não ser um destino voltado para as compras, há opções de perfumaria, cosméticos, roupas e até mesmo eletrônicos que podem compensar, visto que Curaçao é livre de impostos para certos produtos.

Em relação as praias, a maioria não possui faixa de areia extensa, são bem curtinhas. Além disso, todas são repletas de pedras. Não aquelas pedrinhas pequenas, mas sim pedregulhos mesmo. Isso se deve ao fato de Curaçao não ser um destino originalmente de praia, grande parte delas sofreram interferência do homem em sua estrutura. Entretanto, não se preocupe: as águas são cristalinas e possuem corais que podem ser explorados com snorkel ou cilindros.IMG_0986

Agora, serei sincera, amei Curaçao, mas fiquei com a impressão de ser um país para “turista ver”. Começando pelos preços que eram bastante elevados, parecia que estavam adequados especialmente para os europeus. Tudo bem que o dólar está alto para nós brasileiros, o que naturalmente já é prejudicial, entretanto, em Willemstad pagava-se muito caro por pratos bem simplórios, por exemplo. Outra questão que me marcou muito foi a identidade do país. Quase não se via restaurantes vendendo comida típica, o tipo de consumo é voltado para o público externo, principalmente para os turistas.

A ilha sobrevive basicamente pelo turismo, uma vez que não há agricultura nem agropecuária significante. Tudo é importado, desde itens básicos como sabonete, até outros como automóveis. E cá entre nós, o que mais me surpreendeu foi ver um McDonald’s, KFC e Starbucks por lá, exemplo do quanto o lugar está adaptado para turistas europeus e americanos.IMG_4100

Por outro lado, história é o que não falta ali. Dizem que a ilha recebeu esse nome por ser o território onde marinheiros que sofriam de escorbuto eram curados, sendo então chamada de ilha “curação”. Além disso, os centros comerciais de hoje foram os fortes, responsáveis pela segurança, do passado. Um lugar onde passado e presente entram em sintonia propiciando o bem-estar de seus frequentadores.

Em síntese, para mim, a ilha é uma mistura entre Europa e América. É um destino perfeito para quem busca aliar descanso com belas praias e muitas cores.

(Fiquem conectados porque em breve teremos mais publicações sobre Curaçao por aqui. Acompanhem nosso Facebook para saber mais informações. J )

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here