O passeio às Falésias do Gunga era o que eu mais queria fazer. Já tinha procurado várias fotos do lugar, ouvido os relatos de amigos e lido em alguns blogs o quanto era bonito. E cá entre nós, ver as falésias pessoalmente é algo deslumbrante. O único probleminha foi chegar até elas.

Fechamos o traslado com um taxista conveniado ao hotel, ficou mais cômodo e barato do que se fôssemos por uma agência, além disso, custou R$30 por pessoa.

Chegamos na Praia do Gunga antes das 9h, o que foi bom porque ainda não tinha muita gente. Para chegar às Falésias desde a praia é preciso ir de buggy ou quadriciclo. A primeira opção custa R$40 por pessoa e tem capacidade para quatro passageiros, já a segunda opção custa R$50 por pessoa. E quadriciclo você deve saber, é igual a uma moto, uma pessoa guia e a outra vai de carona. Pois bem, nós decidimos ir de quadriciclo. Até hoje me pergunto o porquê dessa escolha.

Durante a trilha existe um guia que acompanha o grupo, ele vai na frente mostrando o caminho e cuidando da equipe. Início do passeio, eu saí na frente, cem metros depois era a última. Simplesmente não conseguia pilotar o quadriciclo.

A areia puxa muito, é preciso ter força nos braços para segurar a direção. Se engana quem pensa que é tudo regular. Há ondulações formadas pela areia, quase pequenos morrinhos, que tornam o trajeto mais divertido para quem não tem medo de pilotar, o que não era o meu caso, lógico. Não passei de 30km/h, se bobear uma tartaruga estava mais rápida que eu.

Quando eu parava bruscamente, minha amiga, que estava na carona, gritava coisas como: “Amanda cuidado, nós vamos morrer.” “É melhor voltarmos a pé daqui.” “Não quero mais andar nisso, para.” Foi cômico se não fosse trágico.

A melhor parte foi perceber que estávamos sozinhas. O guia estava a quilômetros de distância, nossas outras duas amigas tinham nos deixado comendo poeira, enquanto nós, coitadas, nem saíamos do lugar. Em algum momento desse misto de adrenalina com medo, o guia apareceu para dizer que estávamos muito atrás. Sério? Nem tinha percebido.

Pedimos, então, para mudar de meio de transporte, e na parada, alguns metros à frente, nós conseguimos vaga num buggy.  Ainda bem! Minha vida agradece.

A lição dessa empreitada foi: nunca pilotar na areia novamente, a partir de agora só vou se for no carona.

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