Vou falar a verdade: eu não esperava muito de Maceió não. Quando montei o roteiro separei alguns dias para a cidade porque, afinal, o aeroporto que eu voltaria seria o Zumbi dos Palmares, ali na cidade. Tinha duas exigências, a primeira era fazer o passeio às Falésias do Gunga e a outra era andar de Jangada em Pajuçara.  A primeira foi cumprida com sucesso, porém, a segunda não aconteceu devido a maré, que mais uma vez estava alta.

Todavia, nem a maré alta impediu a cidade de me surpreender. É bom quando a gente não tem muitas expectativas de um lugar e acaba se encantando pelo que conhece, foi assim com Maceió.

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Praia de Pajuçara.

A orla da cidade é como um sonho. Os coqueiros tão típicos do Alagoas mais uma vez marcam presença, o mar com tons de azul e verde também não decepciona. A qualquer horário tem gente correndo no calçadão, praticando atividades físicas. Imagino que até eu seria geração fitness com toda aquela paisagem.

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Orla de Maceió.

 

Contrariando o que dizem, eu não me senti insegura na capital, tão pouco nas cidades alagoanas que visitei. É óbvio que não se pode dar bobeira, mas passar perrengue por falta de segurança, isso não aconteceu. Mais um ponto para Maceió.

Quanto aos locais turísticos, Maceió está recheado deles. Eu diria que sete dias são suficientes para conhecer os principais atrativos, como: Carro Quebrado, Praia do Francês, Barra de São Miguel, Foz do Rio São Francisco, Ponta Verde, a Aldeia das Mulheres Rendeiras e oxi, tantos outros lugares que vai até dar vontade de ficar mais tempo.

Se me permite um conselho, diria para não conhecer os atrativos bastante famosos, como as Falésias do Gunga ou Carro Quebrado, no final de semana, pois é quando a praia e os restaurantes por ali ficam mais lotados.

Dos locais que conheci por Maceió, poucos foram os que eu achei dispensáveis. Barra de São Miguel foi um deles. Achei uma praia comum, nada demais. Alguns restaurantes na orla, mesas e cadeiras na areia, água verde; um lugar onde a família vai passar o domingo, foi essa minha impressão. Em relação ao Gunga, eu amei conhecer as Falésias, mas já a praia…. Também não achei nada impressionante.

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Barra de São Miguel.

Sobre a hospedagem, nós ficamos no Ibis Pajuçara, de frente para a praia de Pajuçara. Gosto do custo/benefício do Ibis porque sei que a instalação e serviço deles serão padronizados, logo, a confiança que eu tenho é maior. Porém, há tantos bons hotéis na orla de Pajuçara e Ponta Verde que escolher um só é muito difícil.

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Vista do nosso quarto para a Praia de Pajuçara.

 

Como já deu para perceber, a orla que vai desde Jatiúca, passando por Ponta Verde e indo até Pajuçara é a zona mais turística da cidade. A beira da praia encontra-se barzinhos, lojas de artesanatos locais e restaurantes de todos os preços. O agito noturno fica concentrado em Ponta Verde. O quiosque mais famoso da região é Lopana Bar de Praia, durante a noite ele vira um barzinho, com música ao vivo ou Dj. O ambiente é muito bom, a comida é maravilhosa. Quando for experimente o shot alagoano, uma mistura de cachaça com cana de açúcar e manga, pode não parecer, mas é gostoso. A parte ruim do Lopana é a taxa de couvert, que custou R$30, um preço bem carinho para ouvir uma banda que não era assim tão boa. Outra coisa que eu percebi foi que apenas turistas frequentavam este bar, pelo menos nas noites em que estive nele não vi nenhum local, e acho que isso se deve ao fato de não ser um bar muito barato.

Um restaurante que eu fui com minhas amigas e recomendo que todos conheçam é o Bodega do Sertão. Quando o atendimento é bom, a decoração do lugar é encantadora e a comida deliciosa, não tem como não indicar. O Bodega é um restaurante todo em estilo nordestino, até os funcionários usam trajes típicos. Eu que sou amante da cultura nordestina (já fiz festa junina de aniversário e tudo), adorei o lugar, me senti em casa.

Outro ponto positivo de Maceió foi o acolhimento das pessoas. Todos sempre sorridentes, simpáticos e atenciosos. Um bom atendimento faz toda a diferença, e na capital alagoana era assim. Sem falar do sotaque que é maravilhoso! E sim, eu sou apaixonada pelo sotaque do Nordeste.

Agora, depois de viajar e enquanto olho as fotos para esse post, fico passando mentalmente a música do Eliezer Setton, “Ai, que saudades do céu, do sal, do sol de Maceió. ” Quer reação mais clichê?

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