Pode não parecer, mas Bogotá é uma cidade grande. Lembro que cheguei em um domingo, e a avenida principal da cidade estava fechada porque era dia dos moradores praticarem esportes por ali! Então, precisamos percorrer um caminho mais longo para chegar até a região do Shopping Santafé (um dos maiores da América Latina), onde me hospedei na casa de uma amiga.

Não fiz muitos passeios turísticos pela cidade, preferi aproveitar o tempo para colocar o papo em dia com a Maria, minha amiga de intercâmbio que gentilmente me acolheu na sua casa, dois anos depois do nosso tempo na Kaplan Cambridge. Há muitos lugares interessantes para conhecer que eu não fui, mas você pode ir se quiser, como: Museu do Ouro, Museu Botero, Casa Moneda, Feira de domingo em Usaquén e outros tantos museus que existem por lá. Eu fui a lugares mais alternativos, onde só os moradores conhecem, e em tudo que vi percebi um pouquinho do Brasil. Bogotá é uma cidade em que eu moraria facilmente. É grande, mas não caótica; mais segura que muitas cidades nacionais; tem boas baladas, agito, bons drinks, há também bons parques públicos e aéreas históricas, ou seja: se adapta a todos os públicos.

Logo no mesmo dia que cheguei, a Maria me levou a um parque que ela visitava na sua infância. O Parque Jaime Duque é enorme, não tem muitos brinquedos, porém, os cenários são lindos. Há um castelo estilo construção indiana, sabe? Também há uma escultura muito bonita de uma mão segurando o mundo, a placa desse monumento diz que é Deus, só que eu analisei como: “o mundo em minhas mãos, a ambição de viajar”, a interpretação é livre, certo?  Há um zoológico também, com animais soltos passeando perto das pessoas. É um bom passeio para um domingo à tarde, e por mais incrível que pareça, não estava lotado no dia que eu fui.

Outro bom lugar para visitar é a Catedral de Sal de Zipaquirá. Quem me segue no instagram (@asviagensdetrintim) já viu fotos de lá. Basicamente, é uma igreja construída em uma antiga mina de sal. É preciso descer 180m e percorrer quase 1km para chegar ao altar, e já estrago a surpresa: vale a pena! Há um refletor que muda as cores das paredes, uma hora está roxo, outra bege e até verde. É lindo! Existe um restaurante onde você pode almoçar, nós não comemos ali porque não estávamos com fome. Atrás desse restaurante existe um pequeno lago, parece que você está olhando uma escavação, quando na verdade é o reflexo do teto, muito legal! Há também uma pequena animação – muito boa por sinal – do que é a igreja de sal em um pequeno cinema, com paredes de sal, lógico. E é tudo sal mesmo, eu passei o dedo para comprovar cientificamente a veracidade do fato… Tem tanta coisa dentro dessa mina que eu poderia escrever eternamente! Preciso dar ênfase que eu gostei muito desse passeio? Entretanto, prepare o bolso, porque chegar até lá não é tão fácil e o ingresso também não é barato.IMG_4531

Se você já pesquisou algo sobre a capital colombiana, provavelmente já leu indicações sobre o Cerro Monserrate. É um dos pontos mais altos de Bogotá, de lá é possível ter uma vista panorâmica da cidade. Além de ser um bom mirante, é ponto de peregrinação, então, por lá, encontra-se desde uma bonita Igreja até uma Via Crucis. O acesso pode ser feito por funicular ou teleférico.

A praça dos pombos, carinhosamente batizado por mim como local onde estão reunidos todos os pombos do universo, é, na verdade, a Plaza Bolívar. Por lá, estão concentrados grande parte dos pontos turísticos da cidade. O passeio por este bairro parece uma volta ao passado, com ruas pequenas e apertadas, além de construções antigas e históricas.

Outro lugar que eu conheci, que não é nada turístico, foi a universidade Los Andes. A Maria estuda nessa universidade e eu a acompanhei durante uma manhã. Lembro que, assim que cheguei lá, mandei uma mensagem com uma foto do lugar para minha mãe, dizendo que ficaria pela Colômbia só para estudar ali. Sério, é um campus enooooorme. Tinha até alguns alunos fazendo piquenique na grama durante o intervalo! Bem universidade de filmes mesmo, e totalmente diferente do prédio onde eu estudo. Só a nível de curiosidade: Los Andes é hoje a sétima melhor universidade da América Latina, de acordo com o ranking Quacquarelli Symonds.

Há um quarteirão conhecido na cidade como Zona T, pois é uma rua com o formato da letra “T”, na zona rosa, onde carros não circulam. Por ali você encontra vários bares e restaurantes, com mesinhas nas calçadas, boas sorveterias, lojas de marcas famosas e baladas. É um bom lugar para visitar à noite, muito animado, diga-se de passagem.

Como em Bogotá não existe metrô, o jeito é andar de transmilênio, que nada mais é que um tipo de ônibus articulado, como o minhocão de Curitiba ou o BRT do Rio de Janeiro. Só cuidado, pois costuma lotar e ter filas durante os horários de pico.

Garanto que Bogotá reserva boas surpresas em suas ruas. Eu não conheci tudo, mas só o que eu vi me encantou.

Esse post só tem fotos minhas porque quase não tirei fotos dos lugares, desculpa.

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Fã de MPB, amante da cultura latina, apaixonada pelo mar e jornalista. Creio que em cada esquina há algo pronto para ser descoberto, partilhar experiências com quem queira ler é o que eu faço.

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