Os lugares sagrados de Jerusalém estão por toda a parte. Lar de três religiões monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo), Jerusalém já seria um lugar especial apenas por ser uma das mais antigas cidades do mundo. Mas ainda tem Jesus Cristo, Maomé, Rei Davi e vários outros personagens importantes que viveram por lá.

Para conhecer todos os lugares sagrados de Jerusalém separe, pelo menos, três dias inteiros. Assim, você não precisará ver tudo com pressa e poderá aproveitar cada cantinho com calma.

Repleta de igrejas, mesquitas e sinagogas, Jerusalém tem 3 mil anos de história turbulenta. Entre 1949 e 1967, a cidade estava dividida pela chamada “Linha Verde”, com jordanianos controlando o lado leste. Em 1967, com a guerra, Israel passa a assumir o controle de toda a Jerusalém. O resultado disso é uma mistura de culturas e religiões, que caracteriza a atual conjuntura e disponibiliza vários lugares sagrados de Jerusalém.

O Muro das Lamentações

Para o judaísmo, o Muro das Lamentações é um lugar sagrado, tanto que judeus do mundo inteiro viajam para Jerusalém a fim de conhecê-lo. Os imensos blocos de pedras eram parte do muro de arrimo, aquele que serve para “segurar” a terra, do monte do Templo.

Em última instância o muro representa Deus para os judeus. Tanto é que muitos, quando terminam suas orações, saem andando “de ré” para não dar as costas ao muro. O que, é claro, significaria dar as costas para Deus.

Um hábito muito comum por lá é escrever bilhetes e colocá-los nos buracos existentes do muro. Seriam cartas para Deus, com seus agradecimentos ou pedidos. Outro detalhe, é que homens e mulheres rezam separadamente. Cada um possui uma parte do muro, sendo que a deles é um pouco maior.    Para entrar até o local você precisa passar pelo raio-x. Igual aqueles que passamos no aeroporto, sabe? Tudo para garantir a segurança do lugar. Outro detalhe importante é estar vestido adequadamente, com roupas que cubram ombros e joelhos, caso contrário a entrada pode ser negada. Para prostrar-se de frente ao muro, os homens também devem estar com algo que cubra a cabeça, como o kipá.

A entrada do Muro das Lamentações é separada para homens e mulheres.

Igreja do Santo Sepulcro

Para os cristãos o Santo Sepulcro talvez seja o lugar mais sagrado do mundo. E, por isso, é um dos mais lotados de Jerusalém. Ao redor e dentro da Igreja é possível ouvir idiomas dos mais diversos países, com pessoas e grupos buscando espaço para apreciar o local sagrado.

A entrada da Igreja do Santo Sepulcro.

Ao entrar na Igreja avista-se a pedra onde Cristo teria sido lavado e perfumado antes de ser sepultado. Atrás dela há um belo mosaico com as cenas de sua morte. Ao lado direito, no segundo andar, estão as últimas estações da Via Sacra, incluindo a pedra onde teria sido fincada a cruz. E seguindo pelo pequeno corredor do lado esquerdo avista-se o Santo Sepulcro.

Quem deseja entrar no túmulo de Cristo deve encarar a fila. Só tenha cuidado porque em Israel também existem espertinhos que tentam passar na sua frente e furam fila. Uma vez dentro do túmulo, com capacidade máxima de quatro pessoas, seu tempo lá é curto e cronometrado pelos judeus ortodoxos que administram o lugar. E quando eu digo curto é menos de um minuto para realizar sua oração.

Na minha opinião, o Santo Sepulcro é um lugar sagrado, apesar de lotado. Mas, o que mais me chocou foi ver uma decoração toda ornamentada em ouro para Jesus, que era tão simples. Acho que todo o luxo de seu túmulo não representa aquilo que Ele pregava.

Monte das Oliveiras

Lugar bíblico onde Jesus teria transmitido alguns de seus ensinamentos. Essa montanha ergue-se no lado leste da Cidade Velha. Por lá, ocultas entre as árvores, estão algumas igrejas associadas aos últimos eventos da vida de Jesus Cristo.

Uma curiosidade é que os grandes cemitérios judaicos, espalhados pelas encostas do monte, são os mais antigos do mundo. Além disso, uma vez no Monte das Oliveiras, vale a pena conhecer a Tumba da Virgem Maria, Igreja do Pai Nosso e a Capela da Ascensão.

Mesquita Domo da Rocha

Eu tentei ir na Mesquita por dois dias seguidos, mas, em ambos, ela estava fechada para turistas. O horário de visitação é restrito, liberado apenas de segunda a quinta-feira:

No inverno – de 07h30 às 10h30 e de 12h30 às 13h30
No verão – de 08h30 às 11h30 e de 13h30 às 14h30
Foto: Wikimedia Commons

O que mais me impressionou, mesmo sem ter a conhecido de fato, é que de qualquer ângulo que você olhe dentro da Velha Jerusalém é possível avistar a cúpula dourada da Mesquita Domo da Rocha.

Ela foi construída em um monte que, tantos judeus quanto muçulmanos, consideram sagrado. Para os judeus é ali que Abraão preparou-se para sacrificar seu filho Isaac. Enquanto que para os muçulmanos esse mesmo lugar é onde o profeta Maomé subiu aos céus. Por isso, vira e mexe acontece alguma confusão entre eles no local.

E, como é de se esperar, turistas não são muito bem-vindos na Mesquita. Mesmo com os horários restritos, ela pode simplesmente estar fechada para turismo – como foi o que aconteceu comigo. Quando liberada a entrada, turistas só podem conhecer o seu entorno porque apenas muçulmanos podem visitar o interior da Domo da Rocha.

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