Sendo católica, eu conhecia Israel através das histórias bíblicas. Entretanto, a vontade de ir ao país apareceu apenas há alguns anos. Diferente do que eu imaginava, Israel é um destino incrível. Em um mesmo lugar é possível encontrar templos, ruínas romanas, praias e muitas outras atrações nesse país multicultural e repleto de história.

A segurança em Israel

Israel é um misto de tradição e modernidade, história e novidade. Porém, não é isso que vemos constantemente na mídia. Em resumo, o que acontece por lá é que judeus e muçulmanos brigam a séculos por poder e pela terra que ambos julgam ser sagrada. Mas aquilo que chega aos nossos ouvidos é apenas a guerra, a parte boa é ignorada.

No meio de tudo isso, o que reina pelas cidades é um incrível ambiente de segurança. Em duas semanas viajando o país de norte a sul nós não tivemos problemas. Vimos vários soldados pelas ruas, inclusive em ambientes fechados como shoppings. Muitos deles desfilavam tranquilamente com suas armas como se fossem bolsas, tudo na maior normalidade.

Sendo bem sincera, me senti mais segura em Israel do que me sinto no Rio de Janeiro. Mais uma prova de que não devemos acreditar em tudo que a mídia expõe. Ás vezes é puro sensacionalismo, por mais que seja um fato.

O carimbo no passaporte

Alguns países, principalmente os árabes, não reconhecem Israel como nação. Por isso, com o carimbo israelense você é impedido de entrar em países como Síria, Líbano, Arábia Saudita, Iêmen e Iraque, que são considerados inimigos de Israel.

Para incentivar o turismo, o governo entrega o visto de entrada e saída separadamente. Não há mais carimbos no passaporte. Agora são pequenos pedaços de papel com seus dados, foto e tempo de permanência permitido, que devem ficar junto aos seus documentos. Se parado pela polícia ou para sair do país, é necessário entregar esse pequeno visto.

A imigração, por outro lado, é a parte mais chata de entrar em Israel. O aeroporto de Ben-Gurion, em Tel Aviv, tem o esquema de segurança mais rígido do mundo. Ao desembarcar do seu voo você entra em uma enorme fila para a entrevista com os oficiais. Dentre as perguntas que me fizeram, questionaram quanto tempo ficaria no país, com quem eu tinha viajado e qual era o intuito da viagem. Tudo em inglês, quem não fala hebraico ou inglês terá maiores dificuldades em Israel.

O exército israelense

Se tem uma coisa que me despertou a curiosidade no país foi ver tantos jovens fardados e armados pelas ruas. No início me causava estranhamento, mas em poucos dias eles passam a fazer parte do cenário, tornando-se algo normal.

Considerado um dos mais bem treinados do mundo, o exército israelense é obrigatório para jovens a partir dos 18 anos. Homens devem servir por três anos e mulheres por dois. Depois, eles continuam a servir o país em forma de rodízio, se apresentando alguns dias por ano até completarem 40 anos de idade. Os jovens que seguem a vida religiosa, judeus ortodoxos e muçulmanos, não são obrigados a servir, mas podem se quiserem.

Quando ir para Israel

É possível viajar para lá o ano inteiro, porém é necessário saber que julho e agosto são meses de verão. O que significa que as temperaturas estarão elevadas, acima dos 35ºC.

No inverno, entre dezembro e fevereiro, é possível que neve em Jerusalém. As noites de inverno são frias nas áreas desérticas e montanhosas.

Quanto as chuvas, em Israel há poucos dias chuvosos durante todo o ano.

Fuso horário e eletricidade

O fuso horário de Israel é seis horas adiantado em relação ao de Brasília. O horário de verão é adotado de março a setembro.

Em relação a eletricidade, em todos os hotéis que fui era de 220V. As tomadas são redondas, por isso, não precisei de adaptadores para carregar meus aparelhos eletrônicos.

Comunicação em Israel

Israel possui dois idiomas oficiais: hebraico e árabe. Porém, por todo o país é possível ver traduções para o inglês. As placas de trânsito são escritas em hebraico e inglês, em Jerusalém também em árabe.

As placas em Jerusalém são escritas em três idiomas.

Para quem fala inglês não terá problemas de comunicação em Israel. Quem não domina nenhum idioma além do português, encontrará maiores dificuldades.

Como chegar e circular

Para quem sai do Brasil, não há voos diretos para Tel Aviv, principal porta de entrada de Israel.  A maioria dos voos fazem escala em grandes cidades europeias.

A minha rota foi: São Paulo → Roma → Tel Aviv. Foram 17 horas de voo, isso sem contar o tempo de espera nos aeroportos. Logo, prepare-se para uma jornada de, pelo menos, um dia para chegar a Israel.

Para circular em Israel a melhor opção, para quem deseja ter mais liberdade, é alugar um carro. Como as distâncias são curtas, em seis horas é possível cruzar o país de norte a sul.

Outra opção são os ônibus de longa distâncias, operados pela Egged, que você paga a passagem diretamente ao motorista quando embarcar.  São ônibus confortáveis, com ar-condicionado, mas não circulam no shabat nem em feriados judaicos.

Roupas adequadas

Para entrar em lugares religiosos, o visitante deve se vestir de acordo com os costumes locais. O que significa que roupas curtas não aceitas. Ombros e joelhos devem estar cobertos, mesmo em dias extremamente quentes.

Usar roupas inadequadas, como shorts ou regatas, é tido como desrespeito e o turista pode ter o acesso negado. Outra dica importante é vestir-se de modo discreto para visitar bairros islâmicos e de judeus ortodoxos.

O shabat

Shabat é o dia do descanso no judaísmo, que simboliza o sétimo dia da criação do mundo.  Por isso, todas as obrigações profissionais e financeiras são evitadas durante o shabat. As lojas fecham, restaurantes não funcionam e a cidade para de funcionar. Os táxis cobram mais caro e há uma paralisação total de ônibus e trens.

O shabat começa na sexta-feira, às 18h, e se estende até o mesmo horário no sábado. É claro que em cidades mais turísticas, como Tel Aviv, os efeitos do shabat são mais amenos. Porém, é bom estar ciente. O domingo em Israel é como se fosse a nossa segunda-feira, e tudo volta a funcionar normalmente.

Compras

Israel não é o destino perfeito para os amantes de compras. Os preços não são bons e a maioria das mercadorias, pelo menos as disponíveis nos mercados árabes, são de origem chinesa.

Para aqueles mais dispostos ($), entretanto, Israel é um dos mais importantes centros mundiais de lapidação e comércio de diamante.  Existem muitas joalherias por todos os cantos.

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