Você provavelmente já leu em algum blog, ou guia de viagem, que Machu Picchu tem uma magia especial. Que basta pisar em solo inca para sentir os bons fluídos do lugar. Que o ar de lá é diferente, que tudo parece fazer sentido quando você está ali. Isso, de fato, acontece. Machu Picchu é especial, mas não para todos.

Conheci Machu Picchu há quase um ano, e os sinos não tocaram. Nada fez sentido, o ar não era diferente (apesar de rarefeito), tão pouco senti “aquela sensação indescritível”. No campo sentimental não aconteceu nenhuma emoção mais forte, ou mesmo uma energia especial. Desculpem-me os emotivos, mas Machu Picchu foi, para mim, um ponto turístico maravilhoso, como tantos outros. Talvez atribua isso ao fato de ser um destino tantas vezes retratado em jornais, documentários ou internet. Afinal, a gente cresce ouvindo falar desse lugar. Sempre há uma foto das ruínas incas por aí, um amigo que é apaixonado pelo local ou uma conhecida que chorou ao se deparar com o cenário, então, eu já sabia mais ou menos o que esperar. Por outro lado, o dia também não colaborou. Chovia bastante, estava nublado e não pude se quer ver o Huayna Pichu – montanha mais conhecida da cidade inca – direito.

Foi, no fundo, essa soma de fatores que me fizeram crer que a arquitetura, sim, me fez ficar pensativa. Ver as ruínas e imaginar como aconteceu a construção daquele lugar, com os recursos escassos da época, não é fácil não. Mas perder o fôlego mesmo, isso não aconteceu.

Por isso que eu afirmo, nem todos estão preparados para realmente conhecer Machu Picchu. Eu não estava. Não ali, não naquele momento, não naquele dia chuvoso.

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Fã de MPB, amante da cultura latina, apaixonada pelo mar e jornalista. Creio que em cada esquina há algo pronto para ser descoberto, partilhar experiências com quem queira ler é o que eu faço.

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